terça-feira, 12 de junho de 2018

Encontro com Jorge Serafim, escritor e contador de histórias



Vida e obra de Jorge Serafim

         É natural de Beja. Foi funcionário da Biblioteca Municipal, durante 12 anos no setor infantojuvenil, onde exerceu funções na área da promoção do livro e da leitura.
         Hoje, define-se essencialmente como um contador de histórias tradicionais de todo o mundo, atividade que vem exercendo há cerca de vinte anos e que o leva percorrer o país de norte a sul, levando a arte milenar da palavra nua e crua, deliciosa e doce, a escolas, bibliotecas públicas, centros de dia, feiras do livro, auditórios/ centros culturais, festivais de teatro.
         Tem desenvolvido oficinas sobre as temáticas da narração oral e da mediação da leitura para professores, associações de pais e cursos profissionais. Como humorista, tornou-se conhecido do grande público devido à participação regular em diversos formatos televisivos, no canal SIC, na RTP1 e na RTP2. Mas é como contador de histórias tradicionais e promotor do livro e da leitura que se define essencialmente.
         Na escrita é autor de diversas obras: “O Corvo Branco” – teatro para a infância; “O amor é Solúvel na Água” – teatro; “A.Ventura” – poesia; “A Sul de Ti” – poesia; “Estórias do Serafim” – humor; “Sonhar ao Longe” – infantil; “ A Minha Boca Parece um Deserto” – infantil e "Não há seda nas lembranças" - romance.
         O Escritor/ contador de histórias e comediante Jorge Serafim apresenta o seu romance Não Há Seda nas Lembranças, hoje, pelas 21:30 horas, no auditório Casa do Povo de Santa Cruz da Trapa.
         Não Há Seda nas Lembranças é o seu primeiro romance. Já disponível em livrarias de todo o país.
         Sinopse: «Há um prédio onde cada inquilino tem uma dor para contar, despertando tempos que já foram e dias que ainda são. Com o pretexto de contar a história de Maria Paloma, refugiada da guerra civil de Espanha, o narrador vai desfiando as histórias que têm feito a vida de cada um dos seus vizinhos.
         Há um barbeiro, guardador das memórias de Beja e amante das famosas Lettres Portugaises de soror Mariana Alcoforado. Há uma senhora de Angola que acende chamas nas palmas das mãos desde o dia em que perdeu o filho no campo de concentração do Tarrafal. Há um marido que acredita que a esposa o traiu com o silêncio porque o filho nasceu mudo. Há um primo de Catarina Eufémia e searas de cabelos negros. Há um rapaz aprisionado nas almas dos pássaros que matou. Há um sábio alagado em gramática. Há um relojoeiro a quem as vítimas da desgraça recorrem para que altere o bater do tempo passado. Há uma solteirona chamada Mónica Lisa de sorriso enigmático. Há um apaixonado que engordou das palavras que não lhe disse. Há uma avó que resolve medos contando contos. Há um homem que semeia palavras novas para lhe florescerem outros sentidos. E uma mãe que só cometeu um pecado na vida, o de roubar um dicionário e descobrir neste a palavra utopia.
         Neste cruzar de vidas, o narrador tece uma teia que entrelaça com fios de memória, as invasões francesas, as lutas liberais, a guerra civil de Espanha, a guerra do ultramar, estórias de vida e de morte, de amor e humor com o dia-a-dia de um bairro no tempo em que as estradas eram para os moços jogarem à bola e correrem livres como os pássaros no céu!»
  
         Jorge Serafim animou sessões de “Contos tradicionais de todo o mundo”, para todos os alunos do Agrupamento, no âmbito da IV Feira do Livro.







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