Pais
e Encarregados de Educação a partilharem leituras na Biblioteca Escolar
A
realização da mais uma Semana da Leitura não ficaria completa sem a colaboração
dos Pais e Encarregados de Educação.
Assim, a
Equipa da Biblioteca Escolar, através da ação dos Diretores de Turma/Professores
titulares do 1º CEB/ Educadoras de Infância, solicitou a colaboração dos Encarregados
de Educação, que quisessem deslocar-se à Biblioteca da Escola (à turma do seu
educando) ler um conto/texto da sua preferência.
O convite
foi aceite, por um elevado número de EE, que assim, trouxeram de casa o livro,
transformando a biblioteca, a sala de aula, num espaço motivador e de incentivo
ao prazer da leitura.
Destacamos,
positivamente, a partilha da leitura entre pais e filhos, a vinda à escola da
família, a cumplicidade entre pares, a promoção do saber ouvir e a troca de
saberes. Ao longo destes dias, a alegria, proximidade e gosto pela leitura
foram fomentados.
A todos os que
participaram e que adoram ler, agradecemos, pois apenas assim, teremos bons
leitores, no futuro.
A Escola promove a
leitura, mas os bons leitores apenas se conseguem, com a participação de todos.
A nossa Escola comemorou a SEMANA DA LEITURA, com o mote escolhido"Na Onda das
Leituras".
O tema principal foiO MAR...
A poesia irrompeu Alunos e professoresmergulharam nas Ondas de Poesia. Uma Maré de
Poesia.
Semana da Leitura 2013
Decorreu
na nossa Escola, de 11 a 15 de março, a Semana da Leitura, sempre com a missão de
promover o livro e incentivar o gosto pela
leitura e pela escrita.
Neste
sentido, foram dinamizadas, durante toda a semana, inúmeras e interessantes
atividades na Biblioteca Escolar. Alunos, professores e restante comunidade
educativa puderam ler, declamar e ouvir recitais de poesia. Conhecemos
escritores e contadores de histórias, ouvimos poemas e histórias de autores
nacionais e estrangeiros, comprámos livros… Foi uma semana esplêndida!
Zita Leal (biografia)
Nascida em Peniche, a 24 de Julho de 1938, Zita Leal
sempre teve uma postura inconformada perante a sociedade. Aos cinco anos de
idade veio viver para Aveiro, onde frequentou a Escola Primária da Vera Cruz.
Prosseguiu os estudos no Liceu José Estêvão, dedicando grande parte do tempo às
"teatradas". O Liceu foi a sua "Escola de Amor ao outro": a
visita semanal aos mais carenciados, os berços entregues aos bebés nascidos
"quase nas palhinhas", visitas de amizade aos presos, foram ações que
levou a cabo na sua juventude, constatando, hoje, que este aprender a
solidariedade faz falta nas nossas Escolas.
A enorme aptidão para a Literatura levou Zita Leal a
seguir o Curso de Português - Francês na Universidade de Aveiro e, mais tarde,
obteve a Licenciatura em Línguas e Literaturas Modernas pela Universidade
Aberta. Lecionou nas Escolas Preparatórias de Ílhavo, Vagos, Mira, Oliveira de
Azeméis, S. João da Madeira, Arcos de Valdevez, Escolas Secundárias n.º 1 e
José Estêvão (Aveiro) e, em final de carreira, na EB 2.3 da Gafanha da Nazaré.
Aposentada
desde 2005, a sua ligação ao Ensino permanece viva: conta histórias, faz poesia
com crianças, dramatizações nas Escolas. Nos últimos anos tem visitado
semanalmente a EB 1 da Barra e continua a ser frequente vê-la declamar poesia
no âmbito da Comemoração do Dia Mundial da Poesia pois pertencia à Associação
Rota da Poesia e integra o Grupo Poético de Aveiro, colaborando regularmente
nos eventos culturais realizados pelo Grupo. Dona de um espírito aberto e
empreendedor e de uma presença altiloquente, ainda hoje é evidente a paixão que
nutre pelo ensino e por todas as criançasàs quais reconhece ter tido o prazer de
ensinar.
Aos filhos e
netos pretende deixar aquele que considera o mais importante legado de todos, manifesto
através da seguinte mensagem: “Vale a pena a vida. Espalhem o amor entre todos
e serão felizes!"
Encontro com as contadoras de histórias
Nos dias 11 e 12 de março, no âmbito da comemoração da Semana da Leitura, todos os alunos do Agrupamento tiveram o prazer e a honra de ouvir contar histórias e deliciosas sessões de poesia, declamadas pela Professoras Zita Leal (convidada) e Isabel Almeida.
Os alunos, sempre atentos, aderiram com muito entusiasmo, tomando um papel ativo na atividade e, interagindo com as contadoras de histórias, que estimularam a imaginação e a criatividade dos mais pequenos.
Um bem-haja às ilustres convidadas, que nos proporcionaram, com mestria, momentos de alegria e de muita aprendizagem, evidenciando como se dá vida a uma história.
Esta iniciativa foi avaliada pelos participantes como muito interessante.
segunda-feira, 11 de março de 2013
Leitura e divulgação de obras sobre a temática do mar.
Mar
Tu perguntas,
e eu não sei,
eu também não sei o que é o mar.
É talvez uma lágrima caída dos meus olhos
ao reler uma carta, quando é de noite.
Os teus dentes, talvez os teus dentes,
miúdos, brancos dentes, sejam o mar,
um mar pequeno e frágil,
afável, diáfano,
no entanto sem música.
É evidente que minha mãe me chama
quando uma onda e outra onda e outra
desfaz o seu corpo contra o meu corpo.
Então o mar é carícia,
luz molhada onde desperta
meu coração recente.
Às vezes o mar é uma figura branca
cintilando entre os rochedos.
Não sei se fita a água
ou se procura
um beijo entre conchas transparentes.
Não, o mar não é nardo nem açucena.
É um adolescente morto
de lábios abertos aos lábios de espuma.
É sangue,
sangue onde a luz se esconde
para amar outra luz sobre as areias.
Um pedaço de lua insiste,
insiste e sobe lenta arrastando a noite.
Os cabelos de minha mãe desprendem-se,
espalham-se na água,
alisados por uma brisa
que nasce exactamente no meu coração.
O mar volta a ser pequeno e meu,
anémona perfeita, abrindo nos meus dedos.
Eu também não sei o que é o mar.
Aguardo a madrugada, impaciente,
os pés descalços na areia.
Eugénio de Andrade, Poesia toda
A Menina do Mar é o primeiro conto
de Sophia para a infância e foi editado, pela primeira vez, em 1958.
Tendo a praia como cenário, este conto
revela-nos uma história de amizade entre um rapaz e a Menina do Mar. Cada um
vive no seu mundo, o rapaz na terra e a menina no mar, mas a curiosidade de
ambos leva-os a querer partilhar essas diferenças: a menina fica a saber o que
é o amor, a saudade e a alegria; o rapaz aceita viver com ela no fundo do mar.
A realização de feiras do livro
na escola proporciona um contacto vivo e direto com grande número de títulos
adequados às diferentes idades, incentivando os alunos ao manuseamento, à
apreciação dos livros expostos e à prática de escolhas fundamentadas.
Os professores reconheceram há
muito a vantagem de incentivar os alunos e as famílias a adquirirem livros, que
iniciem ou enriqueçam a sua biblioteca pessoal.
A realização de feiras do livro
na escola, prática comum na biblioteca, tem vários tipos de vantagens:
• Proporciona
um contacto vivo e direto, com grande número de títulos adequados às diferentes
idades.
• Assegura a
presença de novidades, que eventualmente a biblioteca escolar ainda não possua,
e a presença de títulos menos recentes, que já não se encontrem disponíveis em
livrarias ou supermercados, tornando mais amplo o leque de escolhas.
• Incentiva o
manuseamento e a apreciação dos livros expostos, por parte dos alunos, para se
habituarem a fazer escolhas fundamentadas.
• Beneficia do
aconselhamento dos professores, no caso de serem solicitados.
• Possibilita
a compra a preços mais convidativos, graças aos descontos que os fornecedores
(editores ou livreiros) sempre oferecem.
• Permite que
a escola utilize os lucros da feira, para adquirir livros para a biblioteca.
• Abre a possibilidade de mobilizar os pais para que ofereçam livros aos
filhos.