quinta-feira, 3 de maio de 2018

Dia da Mãe


Todos os dias são dia da mãe



"A mãe compreende até o que os filhos não dizem." 



         O Dia da Mãe foi oficialmente criado pela norte-americana Anna Jarvis, que perdeu a sua mãe em 1904. Mas a História deste dia começou muito antes, há mais de 2000 anos! 

Anna Jarvis


         As mais antigas celebrações do Dia da Mãe estão ligadas à comemoração do início da primavera, na Grécia Antiga. Estes festejos eram em honra da Deusa Rhea, mulher de Cronos e mãe de todos os deuses desta cultura.
         Por seu turno, em Roma, as festas comemorativas do Dia da Mãe eram dedicadas a Cibele, a mãe dos deuses romanos. O dia dedicado a esta deusa foi criado cerca de 250 anos antes do nascimento de Cristo.
         Durante o século XVII, a Inglaterra celebrava no 4º Domingo da Quaresma (os 40 dias antes da Páscoa) um dia chamado "O Domingo da Mãe", dedicado a todas as mães inglesas. Nesta época, a maior parte da classe baixa inglesa trabalhava longe de casa e vivia com os patrões.
         Assim, no Domingo da Mãe, os criados tinham um dia de folga e eram encorajados a regressar a casa e passar esse dia com a sua mãe.
         Sabias que a primeira vez que se falou realmente num dia especial só para mães foi nos Estados Unidos em 1872? 

Julia Ward Howe

Julia Ward Howe e algumas colegas uniram-se para lutar contra a guerra e, segundo elas, o Dia da Mãe seria um dia de paz
         Só em 1904 é que a ideia começou a pôr-se em prática.
         Quando a mãe morreu, Anna Jarvis começou a chamar a atenção das pessoas para a importância de um dia especialmente dedicado a todas as mães. Três anos depois, a 10 de maio de 1907, conseguiu celebrar o primeiro Dia da Mãe.
         Nesse dia, Anna Jarvis enviou à igreja onde estavam a ser feitas as comemorações 500 cravos brancos. Estas flores deviam ser usadas por todos e simbolizavam todas as coisas boas da maternidade.
         Ao longo dos anos esta senhora enviou mais de 10 mil cravos para a igreja:
- encarnados para as mães ainda vivas e
- brancos para as já desaparecidas.
         Sabias que ainda hoje os cravos são mundialmente considerados os símbolos da pureza, força e resistência das mães?
         O objetivo deste dia é dar mais atenção à importância das mães, pensar nelas, conversar, oferecer presentes e descobrir novas maneiras de lhes dar felicidade! 

Em 1911, o Dia da Mãe foi celebrado em praticamente todos os Estados Unidos da América e, em 1914, o presidente declarou oficialmente e a nível nacional o 2º Domingo de Maio como o Dia da Mãe.
         Hoje em dia, celebra-se o Dia da Mãe com pouco conhecimento de como tudo começou. No entanto, podemos identificar-nos com o respeito, o amor e a honra demonstrados por Anna Jarvis.
         Apesar de cada país escolher datas diferentes ao longo do ano para festejar o Dia da Mãe, o objetivo é sempre o mesmo: homenagear aquela que nos põe no mundo!
         Em Portugal, até há alguns anos atrás, o Dia da Mãe era comemorado a 8 de dezembro. Sabias que este é o dia de Nossa Senhora da Conceição, ou seja, o dia de Nossa Senhora como mãe. Por isso foi escolhido este dia. 


          Atualmente, em Portugal, o Dia da Mãe é comemorado no 1º Domingo de maio!
(Inf.via junior.te)




"Os filhos são para as mães as âncoras da sua vida." - Sófocles

Poemas sobre a Mãe



Fala de Mãe e Filho

«Meu filho: 

onde vais 
que tens do rio o caminhar?» 

Não espreites a estrada, mãe, 
que eu nasci 
onde o tempo se despenhou. 

«Meu filho: 
onde te posso lembrar 
se apenas te dei nome para te embalar?»  

Mãe, minha mãe: 
não te pese saudade 
que eu voltarei sempre 
como quem chega do mar. 

«Meu filho: 
onde te posso nascer 
se meu ventre seco 
nunca ninguém gerou?»  

Mãe, nascerás sempre 
na pedra em que te escuto: 
a tua ausência, meu luto, 
teu corpo para sempre insepulto. 


Mia Couto, in 'Tradutor de Chuvas' 




Pequena Elegia de Setembro

Não sei como vieste, 

mas deve haver um caminho 
para regressar da morte. 

Estás sentada no jardim, 
as mãos no regaço cheias de doçura, 
os olhos pousados nas últimas rosas 
dos grandes e calmos dias de setembro. 

Que música escutas tão atentamente 
que não dás por mim? 
Que bosque, ou rio, ou mar? 
Ou é dentro de ti 
que tudo canta ainda? 

Queria falar contigo, 
Dizer-te apenas que estou aqui, 
mas tenho medo, 
medo que toda a música cesse 
e tu não possas mais olhar as rosas. 
Medo de quebrar o fio 
com que teces os dias sem memória. 

Com que palavras 
ou beijos ou lágrimas 
se acordam os mortos sem os ferir, 
sem os trazer a esta espuma negra 
onde corpos e corpos se repetem, 
parcimoniosamente, no meio de sombras? 

Deixa-te estar assim, 
ó cheia de doçura, 
sentada, olhando as rosas, 
e tão alheia 
que nem dás por mim. 

Eugénio de Andrade, in 'Antologia Poética'





Mãe

Conheço a tua força, mãe, e a tua fragilidade.
Uma e outra têm a tua coragem, o teu alento vital.
Estou contigo mãe, no teu sonho permanente na tua esperança incerta
Estou contigo na tua simplicidade e nos teus gestos generosos.
Vejo-te menina e noiva, vejo-te mãe mulher de trabalho
Sempre frágil e forte. Quantos problemas enfrentaste,
Quantas aflições! Sempre uma força te erguia vertical,
sempre o alento da tua fé, o prodigioso alento
a que se chama Deus. Que existe porque tu o amas,
tu o desejas. Deus alimenta-te e inunda a tua fragilidade.
E assim estás no meio do amor como o centro da rosa.
Essa ânsia de amor de toda a tua vida é uma onda incandescente.
Com o teu amor humano e divino
quero fundir o diamante do fogo universal.

António Ramos Rosa, in 'Antologia Poética' 





Mãezinha

A terra de meu pai era pequena 

e os transportes difíceis. 
Não havia comboios, nem automóveis, nem aviões, nem mísseis. 
Corria branda a noite e a vida era serena. 

Segundo informação, concreta e exacta, 
dos boletins oficiais, 
viviam lá na terra, a essa data, 
3023 mulheres, das quais 
43 por cento eram de tenra idade, 
chamando tenra idade 
à que vai desde o berço até à puberdade. 
28 por cento das restantes 
eram senhoras, daquelas senhoras que só havia dantes. 
Umas, viúvas, que nunca mais (Oh nunca mais!) tinham sequer sorrido 
desde o dia da morte do extremoso marido; 
outras, senhoras casadas, mães de filhos... 
(De resto, as senhoras casadas, 
pelas suas próprias condições, 
não têm que ser consideradas 
nestas considerações.) 

Das outras, 10 por cento, 
eram meninas casadoiras, seriíssimas, discretas, 
mas que, por temperamento, 
ou por outras razões mais ou menos secretas, 
não se inclinavam para o casamento. 

Além destas meninas 
havia, salvo erro, 32, 
que à meiga luz das horas vespertinas 
se punham a bordar por detrás das cortinas 
espreitando, de revés, quem passava nas ruas. 

Dessas havia 9 que moravam 
em prédios baixos como então havia, 
um aqui, outro além, mas que todos ficavam 
no troço habitual que meu pai percorria, 
tranquilamente, no maior sossego, 
às horas em que entrava e saía do emprego. 

Dessas 9 excelentes raparigas 
Uma fugiu com o criado da lavoura; 
5 morreram novas, de bexigas; 
outra, que veio a ser grande senhora, 
teve as suas fraquezas mas casou-se 
e foi condessa por real mercê; 
outra suicidou-se 
não se sabe porquê. 

A que sobeja 
Chamava-se Rosinha. 
Foi essa a que meu pai levou à igreja. 
Foi a minha mãezinha. 

António Gedeão, in 'Antologia Poética'





Para Sempre


Por que Deus permite 

que as mães vão-se embora? 
Mãe não tem limite, 
é tempo sem hora, 
luz que não apaga 
quando sopra o vento 
e chuva desaba, 
veludo escondido 
na pele enrugada, 
água pura, ar puro, 
puro pensamento. 
Morrer acontece 
com o que é breve e passa 
sem deixar vestígio. 
Mãe, na sua graça, 
é eternidade. 
Por que Deus se lembra 
— mistério profundo — 
de tirá-la um dia? 
Fosse eu Rei do Mundo, 
baixava uma lei: 
Mãe não morre nunca, 
mãe ficará sempre 
junto de seu filho 
e ele, velho embora, 
será pequenino 
feito grão de milho. 

Carlos Drummond de Andrade, in 'Lição de Coisas'






Palavras para a Minha Mãe


Mãe, tenho pena. esperei sempre que entendesses 

as palavras que nunca disse e os gestos que nunca fiz. 
Sei hoje que apenas esperei, mãe, e esperar não é suficiente. 

Pelas palavras que nunca disse, pelos gestos que me pediste 
tanto e eu nunca fui capaz de fazer, quero pedir-te 
desculpa, mãe, e sei que pedir desculpa não é suficiente. 

Às vezes, quero dizer-te tantas coisas que não consigo, 
a fotografia em que estou ao teu colo é a fotografia 
mais bonita que tenho, gosto de quando estás feliz. 

Lê isto: mãe, amo-te. 

Eu sei e tu sabes que poderei sempre fingir que não 
escrevi estas palavras, sim, mãe, hei-de fingir que 
não escrevi estas palavras, e tu hás-de fingir que não 
as leste, somos assim, mãe, mas eu sei e tu sabes. 

José Luís Peixoto, in "A Casa, a Escuridão" 



O Menino de Sua Mãe


No plano abandonado 
Que a morna brisa aquece, 
De balas trespassado 
— Duas, de lado a lado —, 
Jaz morto e arrefece. 

Raia-lhe a farda o sangue. 
De braços estendidos, 
Alvo, louro, exangue, 
Fita com olhar langue 
E cego os céus perdidos. 

Tão jovem! que jovem era! 
(Agora que idade tem?) 
Filho único, a mãe lhe dera 
Um nome e o mantivera: 
«O menino da sua mãe». 

Caiu-lhe da algibeira 
A cigarreira breve. 
Dera-lha a mãe. Está inteira 
E boa a cigarreira. 
Ele é que já não serve. 

De outra algibeira, alada 
Ponta a roçar o solo, 
A brancura embainhada 
De um lenço... Deu-lho a criada 
Velha que o trouxe ao colo. 

Lá longe, em casa, há a prece: 
«Que volte cedo, e bem!» 
(Malhas que o império tece!) 
Jaz morto, e apodrece, 
O menino da sua mãe. 

Fernando Pessoa, in 'Antologia Poética'





Mãezinha

Andam em mim fantasmas, sombras, ais... 

Coisas que eu sinto em mim, que eu sinto agora; 
Névoas de dantes, dum longínquo outrora; 
Castelos d'oiro em mundos irreais... 

Gotas d'água tombando... Roseirais 
A desfolhar-se em mim como quem chora... 
— E um ano vale um dia ou uma hora, 
Se tu me vais fugindo mais e mais!... 

Ó meu Amor, meu seio é como um berço 
Ondula brandamente... Brandamente... 
Num ritmo escultural d'onda ou de verso! 

No mundo quem te vê?! Ele é enorme!... 
Amor, sou tua mãe! Vá... docemente 
Poisa a cabeça... fecha os olhos... dorme... 

Florbela Espanca, in 'Antologia Poética'


terça-feira, 1 de maio de 2018

Vencedores das eleições do Concurso “Miúdos a Votos!”


         Tal como já tínhamos informado, no último dia 23 de abril, os alunos da nossa Escola participaram na votação dos livros, que estiveram em campanha, no âmbito do concurso “Miúdos a Votos!“. Deste modo, aqui estamos para divulgar os vencedores:

1º ciclo



2º ciclo



3º ciclo


quarta-feira, 25 de abril de 2018

Uma EXCELENTE forma de celebrar o Dia Mundial do Livro


Realizou-se, ontem, dia 23, Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor, o ato eleitoral de “Miúdos a Votos”, promovido pela Visão Júnior, na Escola. Esta atividade contou com a colaboração e participação de alunos, do 1.º, 2.º e  3.º ciclos, pessoal docente e não docente. Foi uma maneira inédita das escolas comemorarem o Dia Mundial do Livro.
"Finda a campanha eleitoral e após um dia de reflexão, realizam-se hoje, Dia Mundial do Livro, as eleições em que os alunos portugueses, do 1.º ao 3.º ciclo vão escolher os seus livros favoritos. Depois de todas as ações que levaram a cabo para defenderem os "seus" livros, chegou o dia aguardado com grande expectativa. Em cada escola, os resultados podem ser conhecidos logo que o apuramento esteja feito, mas, a nível nacional, os eleitos só serão divulgados na cerimónia pública que terá lugar no dia 30 de maio, na Feira do Livro de Lisboa. O escrutínio será feito pela Pordata."(Inf. via RBE)
A Semana da Leitura já terminou, mas as leituras, o contacto com novos livros e autores, a produção de trabalhos por parte dos alunos e o seu envolvimento em diversos projetos, esses continuam, envolvendo os diferentes departamentos, níveis de ensino e escolas do Agrupamento, numa celebração conjunta da palavra, dos livros, da comunicação e da criatividade – resultado de um trabalho contínuo e articulado entre a biblioteca escolar e os professores de diversas áreas/disciplinas que se desenvolve ao longo de todo o ano letivo, com a participação empenhada e entusiasta dos nossos alunos.


Miúdos a Votos