Vida e obra de Jorge Serafim
É natural de Beja. Foi
funcionário da Biblioteca Municipal, durante 12 anos no setor infantojuvenil,
onde exerceu funções na área da promoção do livro e da leitura.
Hoje, define-se
essencialmente como um contador de histórias tradicionais de todo o mundo,
atividade que vem exercendo há cerca de vinte anos e que o leva percorrer o
país de norte a sul, levando a arte milenar da palavra nua e crua, deliciosa e
doce, a escolas, bibliotecas públicas, centros de dia, feiras do livro,
auditórios/ centros culturais, festivais de teatro.
Tem desenvolvido oficinas
sobre as temáticas da narração oral e da mediação da leitura para professores,
associações de pais e cursos profissionais. Como humorista, tornou-se conhecido
do grande público devido à participação regular em diversos formatos
televisivos, no canal SIC, na RTP1 e na RTP2. Mas é como contador de
histórias tradicionais e promotor do livro e da leitura que se define essencialmente.
Na escrita é autor de
diversas obras: “O Corvo Branco” – teatro para a infância; “O amor é Solúvel na
Água” – teatro; “A.Ventura” – poesia; “A Sul de Ti” – poesia; “Estórias do
Serafim” – humor; “Sonhar ao Longe” – infantil; “ A Minha Boca Parece um
Deserto” – infantil e "Não há seda nas lembranças" - romance.
O Escritor/ contador de
histórias e comediante Jorge Serafim apresenta o seu romance Não Há Seda
nas Lembranças, hoje, pelas 21:30 horas, no auditório Casa do Povo de
Santa Cruz da Trapa.
Não Há
Seda nas Lembranças é o seu primeiro romance. Já disponível em livrarias
de todo o país.
Sinopse: «Há um prédio
onde cada inquilino tem uma dor para contar, despertando tempos que já foram e
dias que ainda são. Com o pretexto de contar a história de Maria Paloma,
refugiada da guerra civil de Espanha, o narrador vai desfiando as histórias que
têm feito a vida de cada um dos seus vizinhos.
Há um barbeiro, guardador
das memórias de Beja e amante das famosas Lettres Portugaises de soror Mariana
Alcoforado. Há uma senhora de Angola que acende chamas nas palmas das mãos
desde o dia em que perdeu o filho no campo de concentração do Tarrafal. Há um
marido que acredita que a esposa o traiu com o silêncio porque o filho nasceu
mudo. Há um primo de Catarina Eufémia e searas de cabelos negros. Há um rapaz
aprisionado nas almas dos pássaros que matou. Há um sábio alagado em gramática.
Há um relojoeiro a quem as vítimas da desgraça recorrem para que altere o bater
do tempo passado. Há uma solteirona chamada Mónica Lisa de sorriso enigmático.
Há um apaixonado que engordou das palavras que não lhe disse. Há uma avó que
resolve medos contando contos. Há um homem que semeia palavras novas para lhe
florescerem outros sentidos. E uma mãe que só cometeu um pecado na vida, o de
roubar um dicionário e descobrir neste a palavra utopia.
Neste cruzar de vidas, o
narrador tece uma teia que entrelaça com fios de memória, as invasões
francesas, as lutas liberais, a guerra civil de Espanha, a guerra do ultramar,
estórias de vida e de morte, de amor e humor com o dia-a-dia de um bairro no tempo
em que as estradas eram para os moços jogarem à bola e correrem livres como os
pássaros no céu!»
Jorge Serafim animou
sessões de “Contos tradicionais de todo o mundo”, para todos os alunos do
Agrupamento, no âmbito da IV Feira do Livro.


















