domingo, 17 de abril de 2016


O Dia Mundial do Livro é comemorado, desde 1996 e por decisão da UNESCO, a 23 de abril. Trata-se de uma data simbólica para a literatura, já que, segundo os vários calendários, neste dia desapareceram importantes escritores como Cervantes e Shakespeare, entre outros. A ideia da comemoração teve origem na Catalunha: a 23 de abril, dia de São Jorge, uma rosa é oferecida a quem comprar um livro. Mais recentemente, a troca de uma rosa por um livro tornou-se uma tradição em vários países do mundo. [ler mais]

sábado, 16 de abril de 2016

Viriato, o Herói Nacional da Lusitânia:
“A celebração da Banda Desenhada”



Viriato é um “herói nacional lusitano” Indiscutível. No entanto pouco sabemos realmente sobre esta figura heroica. No seu tempo foi um dos mais destacados líderes da resistência lusitana, em guerra contra exércitos mercenários ao serviço de impérios e potências estrangeiras, principalmente contra Roma e os romanos, antepassados da atual elite dirigente portuguesa.
Viriato terá sido um líder escolhido pelos chefes das comunidades tribais, pequenas repúblicas e principados que formavam a antiga Confederação dos Povos da Lusitânia, para encabeçar a luta do povo nativo lusitano pela liberdade e a da Lusitânia pela independência.
Viriato terá sido também o primeiro grande Iberista a lutar pela unificação dos povos de toda a Ibéria livre dos seus reis, caciques e estados opressores. Viriatus não foi o único líder nacional ou herói lusitano, muitos outros a Lusitânia livre teve, como Punicus, Caesarus, Caucenos, Curius, Apuleius, Connoba e Tantalus, entre muitos outros homens e mulheres anónimas que lutaram de armas na mão contra exércitos mercenários invasores.
Pouco se conhece sobre a real vida de Viriato. Não se sabe a data nem o local exato onde nasceu (não há provas documentais históricas, nós baseamo-nos na tradição local) e a única referência à localização da sua tribo nativa foi feita pelo historiador grego Diodoro da Sicília que afirma que ele era das tribos Lusitanas que habitavam do lado do oceano. Viriato era, segundo a teoria avançada por Schulten, e corroborado por outros investigadores, oriundo dos altos Montes Hermínios, atual Serra da Estrela (perto do lado do oceano, portanto), embora nenhum autor da antiguidade o tenha mencionado.

O historiador grego Diodoro, da Sicília, citou-o assim: "Enquanto comandava, ele foi o mais amado do que alguma vez alguém fora antes dele". Aliás, Viriato pertencia à nobreza lusitana e não era um simples pastor. Pastor sim, porque tal como outros nobres (não só da Lusitânia), era dono de rebanhos. De qualquer modo, nos escritos recentes, a grande obra, mais completa, pesquisada e analisada é "Viriato, a Luta pela Liberdade", de Mauricio Pastor Muñoz, sob edição Ésquilo.”

Viriato é tão respeitado e admirado em Portugal como em Espanha, pois a Lusitânia albergava o território português até ao rio Douro e a Estremadura espanhola, e teria como capital a atual cidade de Mérida. Há famosas estátuas de Viriato em Viseu e em Zamora.
A cidade de Viseu tornou-se referência lendária do herói, devido em grande parte à denominação dada ao monumento arqueológico em forma de octógono, intitulado Cava de Viriato (século XVI), considerado hoje mais relacionado com um acampamento militar romano do século II ou I A.C. com ocupação árabe posterior. Frente a este monumento existe o conjunto escultórico de Viriato (fotos acima).

Porquê festejar Viriato na Banda Desenhada?

Viriato pertencia à classe dos guerreiros, não por linhagem (esta era a ocupação da elite aristocrática lusitana, a minoria governante), mas por adoção, já que ele teria nascido pastor, sendo reconhecido bastante jovem pelo seu sentido de justiça, pelo cumprimento à palavra dada e por ter subido na vida a pulso, pela bravura demonstrada e pela nobreza do seu carácter. Ora tudo isto é bem demonstrativo das suas origens humildes, apologia das origens humildes do nosso passado como povo e como nação. Festejar Viriato é cultivar os valores da honra e da justiça, da luta por ideais.

“Valente e destemido, cumpridor da sua palavra e exemplar na sua austeridade no modo de viver, desprezava as riquezas  e as grandes comezainas (vários autores da época registaram bem o desdém que demonstrou ante a pompa do seu casamento). Exemplar até hoje, gigantesco como dirigente capaz do seu amado povo, bem próximo do exemplo de Pelópidas (da grega Tebas, segundo os escritos de Plutarco), nos dias de hoje contam mais as lendas que a realidade histórica a seu respeito.
E muito se tem escrito sobre Viriato, sempre com fantasias e conclusões românticas. Até o francês Pierre Corneille escreveu em 1662, a tragédia "Sertorius", onde figura Viriate (Viriata), imaginada filha de Viriato!!!... “
A Banda Desenhada não poderia esquecer o grandioso herói que se instalou na tradição cultural viseense. O GICAV escolheu José Garcês para honrar o herói, reeditando em formato de revista uma história de décadas publicada prancha por prancha na Revista “Cavaleiro Andante” (entre 28 de junho de 1952 e 21 de fevereiro de 1953, n.ºs 26 a 60). É para o GICAV uma honra e um evento ímpar tornar possível devolver aos viseenses e amantes da banda desenhada este singelo tesouro da nossa arte aos quadradinhos. Esta edição “reconstruída” (pela persistência e génio do Carlos Rico) complementa a edição em exposição itinerante da esmagadora maioria da obra editada em banda desenhada sobre este herói lusitano.

Nas memórias da Banda Desenhada, é de Portugal que mais exemplos conhecemos até ao momento, pois da parte espanhola apenas sabemos de dois (mesmo assim não devidamente documentados) e da parte belga apenas um trabalho. Luiz Beira e Carlos Rico identificam, em relação a Portugal, os seguintes trabalhos:
- EUGÉNIO SILVA E PEDRO CARVALHO: "Viriato", em duas pranchas, para um livro escolar de História de Portugal da 4.ª classe - 1972.
Em História de Seia, Âncora Ed.  (1999), 2 pranchas.

- JOSÉ GARCÊS: "Viriato", em 33 pranchas, publicado no "Cavaleiro Andante" a partir do n.º 27 (com a capa no n.º anterior). Foi muito mais tarde reeditado no já extinto semanário "Jornal de Almada" (que se reúne nesta publicação, em homenagem também ao decano da BD portuguesa); em  História da Guarda, Âncora Ed. (1999), 2 vinhetas. Ilustrou, também, uma pequena biografia de Viriato, numa só prancha, publicada no "Camarada" #16 (1958); com A. DO CARMO REIS na "História de Portugal em BD", volume 1 - 1987, como não poderia deixar de ser, a figura de Viriato tem lugar de destaque.

- PEDRO CASTRO: "Viriato", em 15 pranchas, no n.º 1 da coleção de fascículos "Herói", 1985.
- JOSÉ SALOMÃO: "Viriato, o Pastor dos Montes Hermínios", álbum editado pelo jornal "O Emigrante", 1972.
- VICTOR MESQUITA: "Viriato", com 25 pranchas (capa incluída), publicado na revista "Jacto" N.º 37-48; 1972-1973.
- JOÃO AMARAL E RUI CARLOS CUNHA: "A Voz dos Deuses", álbum adaptado do romance homónimo de João Aguiar, pelas edições Asa.
- BAPTISTA MENDES: "Viriato", em uma prancha, publicada em 1963, no "Pim-Pam-Pum". Viriato, in Jornal do Exército nº 5 (1960), 1 prancha
- ARTUR CORREIA E ANTÓNIO GOMES DE ALMEIDA: "Viriato", em 14 pranchas, episódio incluído no álbum "Os Super-Heróis da História de Portugal - 1", pelas edições Bertrand.
- ARTUR CORREIA E MANUEL PINHEIRO CHAGAS: no 1.º volume da "História Alegre de Portugal" - Bertrand 2002, algumas pranchas foram dedicadas a este herói.
- CRISÓSTOMO ALBERTO: também na linha humorística, Viriato, aparece em largo número de pranchas no álbum "No Tempo dos Lusitanos", publicado pelas Edições Asa-1978.
-  C. A. Louro da Fonseca, Viriatus in Boletim de Estudos Clássicos nº14 e nº 16 (1990-1991), em latim

- José Pires, História de Gouveia, Âncora Ed.  (2001), 3 pranchas.
- João Eurico, Viriathus, The Roman Terror (2013-?), projeto de novela gráfica inacabado.
J- HION (João Amaral) E GUS PETERSON (José Pires): "O Demónio Ruivo", 1.º episódio de "Guerras de Fogo", que se mantém inédito até hoje, aguardando que uma editora mostre interesse pela sua publicação.

Em Espanha:
- Manuel Gago, Viriato y la destrucción de Numancia, Heroicos Episodios de la Historia de España nº 2, Editorial Marco (1943)
- Manuel Gago, Viriato [versão inédita e inacabada], (s/d)
- Manolo, Viriato in Efemérides Gráficas nº 7, Gráficas Ricart (1958)
- Chuty / Alfonso Naharro, Viriato contra Roma [disponível na net], (s/d)
- [Ignacio González Diz], Viriato - Su Historia – 1ª parte, Ed. Glez Diz (2007)
- (?), Viriato in Manual publicado pelas Editions Hatier (2012?)

Sobre o Mestre  José Garcês: nasceu em Lisboa a 23 de Julho de 1928 e, ainda no ativo, é hoje o decano dos nossos desenhistas.  Cursou na Escola António Arroio de Lisboa. Para além da sua vasta e admirável obra pela Banda Desenhada, é um notável ilustrador e um meticuloso elaborador de construções de armar (Mosteiro da Batalha, Torre de Belém, Mosteiro dos Jerónimos, etc.). Na região da Amadora, onde reside, há uma escola e uma avenida que, merecidamente, têm o seu nome.
Foi homenageado nos Salões de Sobreda, Moura, Viseu, Lisboa, Porto e Amadora. Falta aqui o de Beja e disso lhe perguntámos: "Beja?!... Não, Beja nunca me convidou".
A sua BD espalha-se pelos mais diversos periódicos, havendo muitas criações suas por recuperar e salvaguardar em álbum, donde títulos como "Viriato", "O Sargento-Mor de Vilar", "Xan Tung", "Caramuru", "O Terrível Espadachim", "Rumo ao Oriente", "Os Cavaleiros de Almourol", "Palo Quiri", "A Dama Pé-de-Cabra" e tantas e tantas mais.
Deu cursos de Banda Desenhada em Lisboa e nos Açores.
Álbuns com criações suas, há bastantes, como por exemplo: "Através do Deserto", os quatro volumes de "A História de Portugal em BD" (com uma edição em francês), "Bartolomeu Dias" (com uma edição em inglês), "Eurico, o Presbítero" (esgotado),  "Jardim Zoológico de Lisboa -125 Anos", "O Lince Ibérico", "O Tambor / A Embaixada", "História de Faro", "História de Olhão", "História da Guarda", "História de Oliveira do Hospital", "História de Ourém", "História do Porto" e "Cristóvão Colombo" (em dois tomos). Por sua vez, em miniálbuns (esgotados) foram recuperadas as histórias "O Falcão" (em "Cadernos de Banda Desenhada, Ed. Catarina Labey) e "Picaroto, o Baleeiro / Zé Miúdo" (em "Cadernos Sobreda BD", Ed. Grupo Bedéfilo Sobredense).

Este é um panorama geral e necessariamente resumido, da vida e obra deste grande mestre da 9.ª Arte Portuguesa. Em entrevista concedida ao blogue BDBD, José Garcês foi perentório face ao estado atual da Banda Desenhada:
BDBD: Que pensa das novas gerações da nossa BD?
JG - As jovens gerações, e não só, andam muito inflamadas com o computador. O computador "resolve" tudo. Quando pessoal como eu trabalha com o lápis, a pena e o pincel, recuso-me ao computador. O traço manual marca a personalidade do artista. O computador não tem essa personalidade. Aceitei as novas tecnologias, onde o computador faz, de facto, coisas maravilhosas, mas onde não há "aquela alma" que o traço manual regista. Com o computador perde-se o traço característico de cada artista.

BDBD: A BD Portuguesa está em crise?
JG - O País está em crise... A BD do nosso País reflete-se nessa mesma crise.


Os nossos profundos agradecimentos ao amigo e Mestre José Garcês, pela dedicada disponibilidade e colaboração, pela disponibilização do seu acervo artístico; ao amigo Carlos Rico, de Moura, pelo trabalho de recuperação, organização e paginação, também ao Luiz Beira, como primeiro inventor desta ideia, ao Dr. Luís Fernandes (Univ. Católica Viseu), bem como à Câmara Municipal de Viseu, ao IPDJ e à Junta de Freguesia de Viseu pelo apoio dado ao projeto.

Algumas obras representativas da importância dada à personagem histórica Viriato


Extrato de um soneto de Jorge Cardoso, inscrito no Agiólogo Lusitano (1442), provavelmente a primeira vez que em referência literária se associa a cidade de Viseu à figura de Viriato:

“Chego (cidade insigne) a contemplar-te
Viseu, de vinte séculos memorada
Que em tantos já florente, já prostrada,
Teatro foste de Minerva, e Marte.

Não poderá fortuna aniquilar-te
Pois sendo tantas vezes assolada
(qual Fénix entre as chamas abrasada)
Tornas das mesmas cinzas a levantar-te.

Eterniza a estampa teu retrato,
Do Letes a pesar teu sevo imigo
Mas que também se oponha a tempo ingrato.
És glória a Lusos, de Árabes castigo,
Seta de Afonso, triunfo de Viriato,
Berço a Eduardo, mármore a Rodrigo.
(…)

- Viseu … um futuro com passado;
- Inês Vaz, Lusitanos no tempo de Viriato (Ésquilo; 2009)
Ilustração original de José Garcês para a reedição de “Viriato”.

Síntese: Carlos Almeida/Departamento de Banda Desenhada - GICAV BD 2015

sexta-feira, 15 de abril de 2016


Livros para “Ler o mundo” no 
Dia Mundial do Livro e todos os dias

O Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor é uma oportunidade para reconhecer o poder dos livros na mudança das nossas vidas para melhor e para apoiar os livros e os que os produzem.
Irina Bokova, Directora-General of UNESCO

O dia 23 de abril é celebrado em todo o Mundo com a intenção de promover a leitura, os livros e o direito de autor.
A Semana da Leitura já terminou, mas as leituras, o contacto com novos livros e autores, a produção de trabalhos por parte dos alunos e o seu envolvimento em diversos projetos, esses continuam, envolvendo os diferentes departamentos, níveis de ensino e escolas do Agrupamento, numa celebração conjunta da palavra, dos livros, da comunicação e da criatividade – resultado de um trabalho contínuo e articulado entre a biblioteca escolar e os professores de diversas áreas/disciplinas que se desenvolve ao longo de todo o ano letivo, com a participação empenhada e entusiasta dos nossos alunos.

“Elos de Leitura” em exposições, painéis e projeções

As exposições são excelentes meios de comunicação e educação, na medida em que transmitem ideias e criam um espaço de partilha de conhecimentos e interpretações. Conjugando os vários sentidos: visão, audição, olfato, tato e por vezes até mesmo o paladar, as exposições proporcionam novas experiências e, de forma informal, permitem a desmontagem de alguns factos, o contacto com  novas interpretações, a construção de novos conhecimentos.
Entendendo as exposições como importantes meios de comunicação, aprendizagem e de mediação cultural.


"Um livro aberto é um cérebro que fala;
Fechado, um amigo que espera;
Esquecido, uma alma que perdoa;
Destruído, um coração que chora"




"Ler um livro é para o bom leitor conhecer a pessoa e o modo de pensar de alguém que lhe é estranho. É procurar compreendê-lo e, sempre que possível, fazer dele um amigo."
Hermann Hesse

"O mundo é um belo livro, mas com pouca utilidade para quem não sabe ler." 
Carlo Goldoni

"Para mim, a televisão é muito instrutiva. Quando alguém a liga, corro à estante e pego um bom livro para ler."
Groucho Marx

"O livro é um pássaro com mais de cem asas para voar."
Ramón Gómez de la Serna

"O homem que não lê bons livros não tem nenhuma vantagem sobre o homem que não sabe ler."
Mark Twain

"Um livro e como uma janela. Quem não o lê, é como alguém que ficou distante da janela e só pode ver uma pequena parte da paisagem. "
Kahlil Gibran

"Você não precisa queimar livros para destruir uma cultura. Basta fazer com as pessoas parem de lê-los.”
Mahatma Gandhi, (1869-1948)

"Um livro que não suporta duas leituras não merece nenhuma."
J.L.M.Descalzo

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Banda Desenhada

A banda desenhada materializa em desenho um conteúdo anteriormente expresso em palavras. É, por isso, uma narrativa numa relação complexa entre o texto e a imagem.
É necessário um trabalho conjunto entre argumentista e desenhador  para nascer a história final. João Paulo Cotrim e António Jorge Gonçalves, autores de algumas das bandas desenhadas portuguesas mais marcantes, falam sobre o processo de criar um livro de banda desenhada e da evolução que esta arte foi tendo até hoje.
Este extrato do “Nativos Digitais” apresenta também uma breve história da banda desenhada e uma reflexão sobre o seu lugar num mundo cada vez mais digital.

http://ensina.rtp.pt/artigo/banda-desenhada/

Vasco Granja, uma vida em banda desenhada

Vasco Granja (1925–2005) foi um grande divulgador de Banda Desenhada que trabalhou em revistas da especialidade, ficando ainda conhecido pelos programas que manteve na televisão pública RTP durante vários anos.
Trabalhou no comércio, antes de integrar a Livraria Bertrand onde trabalhou toda a vida.
Fez parte do núcleo fundador da revista francesa de banda desenhada “Phénix” e em Portugal integra a equipa que fez a edição portuguesa da revista “Tintin”, em 1968, escrevendo e traduzindo artigos
Foi diretor da segunda série da edição portuguesa da revista “Spirou”, e coordenou o sector da edição de banda desenhada da Bertrand.
Participou com regularidade em salões nacionais e internacionais de BD.
Antes do 25 de abril de 1974, foi também preso pela PIDE várias vezes devido às suas ligações ao Partido Comunista Português.

http://ensina.rtp.pt/artigo/vasco-granja-vida-banda-desenhada/#sthash.yMoDDgYY.dpuf

Livros digitais

Graças aos tablets e a telefones com ecrãs cada vez maiores, passámos a ter mais um suporte para ler livros. Mas será que os e-book são bons ou maus para o mercado livreiro e editorial? E os livros em papel, serão um dia artigos raros e para colecionar?
O livro digital é agora um termo corriqueiro, mas há poucos anos era inconcebível que simples aparelho portátil pudesse armazenar centenas de livros, para ler, sublinhar e partilhar, de forma instantânea.
São cada vez mais os livros eletrónicos disponíveis, quer em novas, quer em edições antigas, até de publicações que estavam já esgotadas e cuja leitura era impossível. Normalmente, os e-book são mais baratos do que a versão em papel (há centenas gratuitos e disponível para download, principalmente em língua inglesa, mas também em português do Brasil e de Portugal) e tornam-se muito cómodos porque podem ser transportados na memória do telefone ou do tablet, por maiores que sejam. Na verdade, podemos ter uma verdadeira enciclopédia em cem fascículos no bolso. Por causa disso, algumas novas edições já só existem em suporte digital. 

http://ensina.rtp.pt/artigo/livros-digitais/#sthash.PpRQrYqe.dpuf

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Saúde Oral e Alimentação



Saúde e literacia

Como não podemos preservar a saúde sem literacia, a BE juntamente com os professores e os seus parceiros desenvolveu diversas atividades que pudessem consolidar diversas aprendizagens e mudar os hábitos incorretos da população infantil através do projeto SOBE

O cuidado com a pessoa e a troca de aprendizagens foram feitas no âmbito da saúde oral individual e familiar.

Consciencializar as famílias para a importância desta área da saúde, fazer prevenção precoce utilizar a biblioteca escolar para promover o assunto e incentivar a adesão à leitura  foram alguns dos objetivos projetados e concretizados, privilegiando o melhor dos dois mundos - livros e pessoas.



terça-feira, 12 de abril de 2016

Para quem ainda não deu conta.....SOBE!!! SOBE!!! 
Saúde Oral Bibliotecas Escolares


Por, nos nossos dias, serem inquestionáveis as interdependências nos planos da saúde, dos cuidados de higiene e da promoção da literacia, a Direção-Geral da Saúde, o Plano Nacional de Leitura e a Rede de Bibliotecas Escolares, protocolaram uma colaboração estreita no âmbito da Prevenção da Saúde Oral em Portugal, formalizado por um novo Projeto, SOBE, que representa a imbricação natural entre a Saúde Oral, a Literacia e o universo das Bibliotecas Escolares – Saúde Oral, Bibliotecas Escolares.

Neste contexto, o projeto SOBE propõe vários desafios para:
Aumentar a qualidade da divulgação e informação sobre saúde oral;
• Incrementar parcerias com as escolas e outras instituições;
• Consciencializar as famílias para a importância desta área da saúde;
• Fazer prevenção da saúde oral, cada vez mais precoce, junto das crianças de todo o tecido social.

O objetivo final é permitir aos alunos abordar diversas unidades ou projetos baseados em saúde oral que podem fornecer contextos intencionais para aprender e praticar a linguagem, a escrita, e as capacidades matemáticas e criativas.
O SOBE constitui-se como uma iniciativa inovadora, dinâmica, útil, facilitadora da aprendizagem e promotora da universalização dos cuidados efetivos de saúde oral.