sábado, 12 de maio de 2012

Dia da Mãe ( 6 de Maio)

Para comemorar o Dia da Mãe, fortalecer os laços familiares e consciencializar para o valor da família na sociedade, foram elaborados bonitos poemas, alusivos a data, pelos alunos.
Os mesmos visionaram um power point com poemas, mensagens para o Dia da Mãe.
Assistiram, também à apresentação digital da obra "Grávida no Coração", de Paula Pinto da Silva, como homenagem às Mães.
Em aticulação com o Departamento de Expressões, as professoras Fernanda Pinto e Lurdes Cosme, elaboraram uma pequena lembrança para todas as Mães do Agrupamento.
Com a imaginação e habilidade, com que já nos habituaram, conseguiram fazer com que alunos, professores e assistentes operacionais, levassem um pouco de espírito de Biblioteca Escolar, e o oferecessem às suas Mães, neste dia tão especial.



Mãe,
Para ti pintei o Sol
Com uma cara, a rir

Mãe,
Para ti colhi a rosa
de pétalas de perfume.
Mãe,
Para ti guardei a concha
que traz a voz do mar.

Mãe,
Para ti fiz uma estrela
com a prata do chocolate.

Mãe,
Há uma régua para medir
quanto gosto de ti?

Luísa Ducla Soares, in Livro das datas

 



A mãe
é uma árvore
e eu uma flor.
A mãe
tem olhos altos como estrelas.
Os seus cabelos brilham
como o sol.
A mãe
faz coisas mágicas:
transforma farinha e ovos
em bolos,
linhas em camisolas,
trabalho em dinheiro.
A mãe
tem mais força que o vento:
carrega sacos e sacos
do supermercado
e ainda me carrega a mim.
 A mãe
quando canta
tem um pássaro na garganta.
A mãe
conhece o bem e o mal.
Diz que é bem partir pinhões
e partir copos é mal.
Eu acho tudo igual.
 A mãe
sabe para onde vão
todos os autocarros,
descobre as histórias que contam
as letras dos livros.
A mãe
tem na barriga um ninho.
É lá que guarda
o meu irmãozinho.
A mãe
podia ser só minha.
Mas tenho de a emprestar
a tanta gente…
A mãe
à noite descasca batatas.
Eu desenho caras nelas
e a cara mais linda
é da minha mãe.
Em: Poemas da Mentira e da Verdade, Lisboa, Livros Horizonte, 1983; 2005

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